Paleo Deidades.
As Pedras do Monte Vissaium

AUTOR: Nuno Rodrigues
TIPOLOGIA: Achado arqueológico
Uma peça de cabedal, envolvente de três tábuas de pedra
DATA: Agosto, 2021
N.º DE INVENTÁRIO: MF.2021.003
N.º DE CATÁLOGO: #030

Memória Descritiva

A) 1 Tela de pele animal:
Forma rectangular ± 210 x 660 mm, com gravação laser em ambos os lados.

B) 3 Tábuas de xisto:
± 200x100x20 mm, gravadas a laser na frente, com figuras divinas, distintas por três formas geométricas: quadrado, octógono, círculo.

C) Dossiê descritivo do processo arqueológico, da descoberta à interpretação: Caderno de 22 páginas, ± 43×31 cm, impressão digital, montagem manual.

Este dossiê foi o ponto de partida na construção da narrativa, uma história montada, como eu, leigo curioso, a gostaria de ver contada. Com os momentos inesperados e excitantes da descoberta, com a quantidade de teorias que imediatamente passam pela cabeça de um investigador.
Eu quero ficar ansioso pelo próximo episódio desta descoberta, no ideal, ficar com ferramentas de especulação, como um jogo mental.

Começou com uma compilação de imagens, resultado de procuras virtuais sobre arqueologia em cavernas. Com este material, foram-se movendo as peças para um alinhamento coerente, de uma história aberta.

A Falsidade Explicitada 

Reflexão sobre a procura do Santo Graal da investigação, aquele elo que falta, a peça que vai unir e explicar tudo.
Sabido que, primeiro: nunca vai acontecer, segundo: mesmo que aconteça um jackpot, só vai abalar as construções fabricadas e iniciar um novo ciclo de interpretação.

Viseu tem a sua dose de mistérios, património que deixa mais à imaginação do que afirma, principalmente na figura da Cava de Viriato, de origem e propósito pouco certos; da Ara de Vissaium, que evoca os deuses locais, genericamente…

Este é um hipotético momento de jackpot, em que se descobre uma peça — As Pedras do Monte Vissaium — que sugerem associações a este património pouco colaborante no senda da verdade e nos fazem rever as especulações até agora criadas.
Mais uma camada de interpretação que abrirá caminho a novos becos.

Esta peça foi criada para o Museu do Falso e teve como Parceiro Institucional

Sobre Ruben Filipe Marques

Ruben nasceu em Fevereiro de 1983, em Viseu.
Licenciado em História pela Universidade Católica Portuguesa (pólo de Viseu) com distinção, está actualmente a trabalhar na área.
Artisticamente, já elaborou uma exposição de fotografia intitulada “Play with Flowers”. Participou no 1º Vis’Arte – Festival de Artes Circenses e Animação de Rua, organizado pelo GICAV e deu apoio técnico, na peça de teatro “Perpetuus” (apresentada no auditório do IPJ Viseu em Junho de 2005) e na amostra de dança “Masks” (Abril de 2006).
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