Cruz do “Ermitão”

AUTOR: Plácido Francisco (o “Ermitão”)
TIPOLOGIA: Artefacto
DIMENSÕES: altura 41 cm; largura 27 cm
DATA: séc. XVIII (primeira metade)
N.º DE CATÁLOGO: #047
N.º DE INVENTÁRIO: MF.2021.020
PROVENIÊNCIA: Ruben Marques

Contextualização

«Uma equipa de arqueólogos da Universidade de Tordesilhas confirmou, esta semana, que os vestígios descobertos junto à capela de Nossa Senhora do Livramento (em S João do Monte, Tondela) pertencem, de facto, a Plácido Francisco, o famoso Ermitão das lendas populares.
Numa breve nota enviada à comunicação social, o investigador Carlos Roldán explicou que os fragmentos de cerâmica e a cruz de madeira ali encontrados de forma acidental por um pastor da região já foram alvo de estudos aprofundados e revelaram pistas promissoras: “Assim que removemos o excesso de terra que cobria a cruz, fomos surpreendidos pela presença de uma pequena inscrição, contendo o nome Laura” esclareceu o investigador espanhol: “Todos aqueles que estão familiarizados com a lenda do Ermitão, sabem que o seu afastamento da sociedade se deveu à morte prematura da sua amada Laura, durante uma viagem que realizou a Roma com o propósito de obter a permissão do Santo Bispo para celebrar casamento com ela”.
Perante o ceticismo inicial da comunidade científica, a equipa de arqueólogos enviou o artefacto para laboratório e procedeu à sua datação por carbono 14 chegando se à conclusão de que a cruz foi esculpida na primeira metade do séc. XVIII, o que refuta qualquer hipótese de falsificação Outro dado importante foi recolhido no Arquivo Nacional da Torre do Tombo e corresponde ao relato da viagem de barco que supostamente trouxe Plácido Francisco de regresso a Portugal Nesse documento, datado de 1716 o escrivão relata que um jovem passageiro oriundo das encostas do Caramulo fora duramente repreendido pelo capitão pelo hábito de “gravar corações e o nome LAVRA” nos mastros e nas cabines da embarcação, com a ajuda de uma pequena faca Um hábito que, no entender do investigador Carlos Roldán ajuda a identificar o proprietário original da cruz de madeira descoberta em S. João do Monte.
No início do próximo ano, a Câmara Municipal e a Universidade de Tordesilhas já se comprometeram a realizar uma grande campanha de escavações arqueológicas, destinada a encontrar mais provas da existência do Ermitão».

In Jornal Horizontal, 15 de outubro de 2021, pág 4.

Esta incorporação, no acervo do Museu do Falso, teve como Parceiro Institucional

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