Reportagem “Viseu Escola da Sagres Summit”

AUTORIA: Vergílio Tiago (Locução); James Beasley (Imagem)
CAPTAÇÃO: Super 8
DATA: 1940
TIPOLOGIA: Vídeo
N.º DE CATÁLOGO: #010
PROPRIEDADE: Ricardo Loio

Contextualização

“Ditosa Pátria que tais filhos tem.” Hoje, 16 de Setembro de 1940, como era de esperar de suas tradições de bairrismo e amor pátrio, a nobre província da Beira Alta soube tomar, perante as festivas comemorações do Duplo Centenário da Pátria, lugar de relevo, tendo aproveitado o ensejo – para assim as revestir de maior entusiasmo e brilho – da inauguração, na sua gloriosa e velha capital, do VII Congresso Beirão e de mais um ano da sua afamada Feira Franca.

Viseu, nobre e antiquíssimo solar que tantas vezes acolheu em seu seio e Velha Catedral, ao lado de S. Teotónio, seu conselheiro e amigo, o destemido e nobre Conde D. Henrique – o preparador enérgico e decidido da nossa independência, perante quem, na majestosa côrte de Afonso VI, o grande Cid se inclina com respeito; Viseu, que com suas defesas e altas serranias da Beira, foi o baluarte e o bêrço, como o vasto campo de acção de Viriato – o indómito e audaz guerrilheiro, a quem, primeiro que ninguém, cabe a honra de ter sabido concretizar as persistentes mas ainda vagas aspirações da idêa nacional, vencendo, à frente dos lusitanos, os mais hábeis generais do orgulhoso e vasto império romano; Viseu, que, no florido coração da sua Beira, teve num filho seu ilustre, o mais perfeito modelo de amor à Pátria, simbolizado na sua bandeira que defende com estreme heroísmo e sacrifício; Viseu, digo, não podia deixar de viver e sentir, nesta hora de renascimento moral e patriótico, a intima consolação do rememorar de antigas glórias da Pátria.

No entretanto e na continuidade do Duplo Centenário da Fundação e Restauração de Portugal, enquanto se procedia em pleno Campo de Viriato às actividades Oficiais inseridas no programa das celebrações que incluía entre outras a inauguração pública da estátua do valeroso chefe Lusitano Viriato: o Monumento a Viriato; em outro lugar da cidade, nas antiquas e nobilissimas ruas do centro histórico, em uma porta desvelada por rumores, se entendia – segundo fontes internacionais – que os Aliados procuravam na superiormente designada Viseu Escola da Sagres Summit, um acordo que conseguisse mostrar ao Salvador da Pátria e ex-aluno desta cidade, o suposto melhor proveito de um entendimento anti-belicista e menos alinhado com os interesses do IIIº Reich.

Não tendo sido dada a esta agência noticiosa mais informação que a recebida por esta via, podemos contudo avançar que o processo que terá reunido na Senhora da Beira, os líderes dos restantes mais poderosos países do Mundo, quase a par de Portugal, e entre os quais se destacava o representante do mais antigo aliado português, o Primeiro Ministro Britânico, Winston Churchill. culminou em conversações que terão sido votadas ao fracasso pela incapacidade dos peticionários (nomeadamente Reino Unido e França) em apresentar garantias suficientes quanto à restauração dos territórios portugueses em África, prévios ao Ultimatum e que neste caso seriam englobados na putativa Comemoração do Duplo Centenário e Umas Décadas – nome liminarmente rejeitado pelos nossos dignos e honrados representantes.
No local anteriormente assumido pelo Duque de Viseu, o Infante D. Henrique, como a Escola da Sagres (posteriormente corrompido para Escola de Sagres, de uma pobre e inóspita localidade Algarvia, pela imperícia de algum historiador sulista), cimeira instituição para a educação e elevação Pátrias, nesta cidade iniciada e sediada, as portadas maciças, encerraram assim as esperanças dos países conflituosos, ficando Portugal apartado de uma Guerra que apenas aos militaristas centro-europeus diz respeito.

Esta reportagem, emitida pela BBC em 1940, com legendagem em português, teve algum eco nas Academias de História um pouco por todo o mundo, já que a afamada Escola de Sagres, era tida como bastião inicial europeu na Epopeia dos Descobrimentos. Investigações mais recentes revelam que a possibilidade da confusão entre “de Sagres” e “da Sagres” seria plausível na epistilografia moderna pelo que o Infante D. Henrique apenas teria aceite ser Duque de Viseu, por motivos estratégicos e claramente imputáveis à possibilidade de criar um centro de I&D (Investigação e Desenvolvimento) em região que os espiões das restantes casas reais europeias não tomassem como objectivos náuticos.

Peça Anterior
Peça Seguinte
Privacy Settings
We use cookies to enhance your experience while using our website. If you are using our Services via a browser you can restrict, block or remove cookies through your web browser settings. We also use content and scripts from third parties that may use tracking technologies. You can selectively provide your consent below to allow such third party embeds. For complete information about the cookies we use, data we collect and how we process them, please check our Privacy Policy
Youtube
Consent to display content from Youtube
Vimeo
Consent to display content from Vimeo
Google Maps
Consent to display content from Google